Brasil e México lideram apetite por imóveis na América Latina, aponta CBRE

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19/03/2026Referências
Brasil e México lideram apetite por imóveis na América Latina, aponta CBRE

O movimento reflete a percepção de normalização do ambiente macroeconômico na região.


O levantamento ouviu investidores da Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica e México. O sentimento geral foi classificado como “construtivo”, ainda que moderado.


“O sentimento em relação ao investimento imobiliário na América Latina permanece otimista para o início de 2026, com os investidores mantendo ou aumentando moderadamente os níveis de atividade”, afirma Lyman Daniels, presidente da CBRE México, Colômbia e América Central.


“As intenções refletem uma postura equilibrada, caracterizada por uma execução cautelosa e um investimento seletivo de capital em meio a um ambiente macroeconômico mais normalizado”.


Logística segue como refúgio de capital


No cenário regional, os setores logístico e industrial continuam liderando a preferência dos investidores. O desempenho é impulsionado pelo nearshoring e pela reconfiguração das cadeias globais de abastecimento.


A pesquisa detalha as prioridades por país:


Argentina: foco seletivo, com exposição oportunista e estratégias de valor agregado.

Brasil: liderança do segmento industrial e logístico, com avanço de escritórios e hotéis e resorts.

Colômbia: crescimento do interesse em logística, apoiado pelo e-commerce e melhorias em infraestrutura.

Chile: busca por ativos Core, além de escritórios e logística.

México: preferência por ativos industriais, logísticos e de escritórios, com sentimento positivo impulsionado pelo acordo comercial USMCA.

Cidades centrais concentram investimentos


Os investidores mantêm foco nas principais áreas metropolitanas, reforçando o papel das grandes cidades como âncoras da atividade imobiliária.


Chile: Santiago segue como prioridade para ativos essenciais e estáveis.

Colômbia: Bogotá e Medellín concentram o interesse.

México: Cidade do México lidera, além de polos industriais como Monterrey, Tijuana e Querétaro.

Argentina: dois eixos logísticos na Grande Buenos Aires ganham destaque, Camino del Buen Ayre e avenida Libertador CABA.

Brasil: São Paulo e região metropolitana concentram atenção, com avanço em escritórios e hotéis e resorts.

Compra e venda em ritmo equilibrado


As expectativas regionais indicam mercado relativamente equilibrado entre compra e venda, com nuances locais:


Argentina: compras seletivas e vendas moderadas.

Brasil: possibilidade de aumento nas aquisições, com abordagem criteriosa.

Chile: retorno gradual às estratégias de aquisição, sustentado por estabilidade institucional.

Colômbia: equilíbrio entre intenções de compra e venda.

México: interesse contínuo em aquisições, sobretudo em industrial e logística.

Impactos para o mercado brasileiro


Para incorporadores e desenvolvedores, o protagonismo de Brasil e México reforça a competitividade regional por capital estrangeiro e institucional. Corretores e gestores de ativos encontram maior previsibilidade em segmentos como logística e industrial. Já investidores devem manter postura seletiva, priorizando ativos bem localizados, com contratos sólidos e potencial de valorização.


O cenário indica 2026 menos volátil e mais estratégico, com capital direcionado a ativos resilientes e mercados consolidados.

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