Infraestrutura lidera geração de empregos na construção e registra melhor resultado da série histórica

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30/10/2026Referências
Infraestrutura lidera geração de empregos na construção e registra melhor resultado da série histórica

As obras de infraestrutura lideraram a geração de empregos formais na construção civil nos primeiros oito meses de 2026. Foram 79.065 novas vagas, o melhor resultado para o período desde o início da série do Novo Caged, em 2020, segundo o estudo Desempenho da Construção Civil no 3º Trimestre de 2026 e Perspectivas, da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). É apenas a segunda vez em sete anos que a infraestrutura supera a construção de edifícios nesse intervalo.

Os números do emprego

O saldo da infraestrutura cresceu 26,89% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram criadas 62.312 vagas. A construção de edifícios gerou 66.503 empregos, e os serviços especializados, 54.863. No total, a construção civil abriu 200.431 vagas com carteira assinada de janeiro a agosto. Em agosto, o setor somava 3.150.781 trabalhadores formais, o maior contingente da série, alta de 2,99% em um ano.

Para o presidente da CBIC, Eduardo Aroeira, os resultados mostram a importância de garantir continuidade aos investimentos em infraestrutura, com planejamento de longo prazo. Já a economista-chefe Ieda Vasconcelos destaca a mudança na composição do emprego, já que a construção de edifícios perdeu dinamismo desde abril.

Destaques regionais

São Paulo (34.099 vagas), Minas Gerais (25.340) e Bahia (15.688) lideraram em números absolutos, e todas as unidades da Federação tiveram saldo positivo. Proporcionalmente à população, os destaques foram Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Pernambuco. O município de Inocência (MS), impulsionado por investimentos em celulose, liderou o ranking proporcional.

Atividade em queda e juros como principal problema

Apesar do emprego em alta, o nível de atividade do setor caiu para 45,9 pontos no terceiro trimestre, abaixo dos 47,8 do trimestre anterior e da linha de 50 pontos. Para 40% dos empresários, os juros estão entre os principais problemas, o maior percentual desde 2023.

Custos acima da inflação

O INCC acumulou alta de 6,64% em 12 meses até setembro, com mão de obra subindo 7,78% e materiais e equipamentos, 6,06%. O CUB médio Brasil avançou 6,84% em 12 meses até agosto. Entre os insumos com maior alta estão tubo de ferro galvanizado, placa de gesso, bloco cerâmico, cimento e fio de cobre, que subiu quase 17%.

Crédito imobiliário em expansão

De janeiro a agosto, os recursos do FGTS e do SBPE para o crédito imobiliário somaram R$ 222,9 bilhões, alta de 20,94%. O SBPE respondeu por R$ 132,5 bilhões (+37,5%) e o FGTS, por R$ 90,4 bilhões (+2,79%). Foram financiados 773.647 imóveis no período.

Para empresas de engenharia, o cenário reforça a demanda em obras de infraestrutura e a necessidade de controle rigoroso de custos e cronogramas diante de insumos e mão de obra mais caros.

Conteúdo adaptado pela equipe OBRASS.

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