Em agenda estratégica, CBIC aponta medidas para os primeiros 100 dias do próximo governo
A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) apresentou a Agenda da Indústria da Construção aos Presidenciáveis 2026, que reúne as prioridades do setor para ampliar investimentos, gerar empregos e impulsionar o crescimento econômico. O documento também traz um roteiro de implementação a partir de 2027, com medidas sugeridas para os primeiros 100 dias do próximo governo.
Produtividade e inovação
Entre as prioridades está a criação de linhas de crédito para industrialização, inovação, compra de equipamentos e empreendimentos sustentáveis. O objetivo é estimular novas tecnologias, fortalecer a competitividade e ampliar a capacidade produtiva do setor, uma preocupação que ganha ainda mais peso com a redução da jornada de trabalho.
Infraestrutura com visão de longo prazo
A CBIC propõe ampliar os investimentos e criar um planejamento integrado para os próximos 20 a 30 anos, com expansão, modernização e manutenção das redes de transporte, energia, saneamento e conectividade, incluindo data centers. A agenda também defende agências reguladoras com autonomia técnica e mais eficiência na estruturação, contratação e execução de projetos. Segundo o presidente da entidade, Eduardo Aroeira Almeida, o investimento em infraestrutura ainda está aquém das necessidades do país.
Retomada de obras paralisadas
A conclusão de obras públicas paralisadas ou inacabadas é outra prioridade histórica da CBIC. A entidade defende a avaliação técnica da viabilidade de cada empreendimento, com medidas para retomada, continuidade ou reprogramação. O documento também recomenda contratações públicas com projetos tecnicamente consistentes, orçamentos realistas e cronogramas adequados para evitar novas paralisações. A CBIC integra ainda o Programa Destrava, coordenado pelo CNJ com participação do TCU, voltado à retomada de obras essenciais.
Diálogo com o novo governo
A entidade reafirma a disposição de colaborar tecnicamente com a formulação de políticas públicas e manter o diálogo com a futura gestão federal, para transformar as propostas em ações concretas.
Para empresas de engenharia, a agenda aponta oportunidades em infraestrutura, industrialização da construção e retomada de obras, frentes em que projetos bem estruturados, orçamentos realistas e acompanhamento técnico fazem a diferença.
Conteúdo adaptado pela equipe OBRASS.
